E hoje, depois de tanto tempo, tudo começa a fazer sentido. A chuva é molhada, o sol é quente, o gelo é frio, as rosas são vermelhas… Tudo tem uma maneira de ser e tudo tem a sua função. Então porque é que tu tens que ser diferente de tudo o resto? Misterioso, inconstante, estranho, sádico, mentiroso mas engraçado, querido, simpático e carinhoso ao mesmo tempo? Porque é que eu gosto de ti assim? Porque é que eu tinha que gostar logo de ti? Que já tanto me fez sofrer, chorar, gritar de raiva até não poder mais, mas, por outro lado, que me fez sorrir e me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo. Com tudo isto apenas consigo agradecer porque me ajudaste a crescer e me ensinaste a ver o mundo de outra maneira. Deixei de ser tão ingénua e certinha e passei a ser mais atenta a tudo o que me rodeia. Com isso aprendi a ver e a compreender todos os lados das situações, tanto os positivos como os negativos. Só quero dizer ‘OBRIGADA’ por isto tudo, mas, (sim, porque tudo tem um mas) apesar de me ter ajudado, também me prejudicou noutros aspectos: fez de mim uma pessoa mais fria, desconfiada, triste. Apagou-se a luzinha que me tornava especial e diferente de todas as outras pessoas, mas essa luzinha, aquela que apagaste sem teres reparado, está à espera de alguém especial que, um dia, lhe dê forças suficientes para se acender novamente e mostrar a tudo e todos que sou eu. Que estou de volta! De volta com as brincadeiras, as palavras amigas e sinceras, os sorrisos naturais, os olhares calmos e felizes. De volta com a alegria e com a grande vontade de aproveitar cada segundo da vida como se fosse o último! De volta comigo mesma, mas todos os dias um pouco diferente.

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