Primeiro fugimos e depois... Depois logo se vê!
domingo, 24 de abril de 2011
um dia aprendes ...
Depois de algum tempo descobres a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de uma criança e não a tristeza de um adulto.
E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias. E que o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos de mudar os amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde chegaste, mas onde vais. Aprendes que, ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.
Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.
Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como o demonstrar.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que, com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras, e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare
first kiss
- Hora do primeiro beijo?
- E vais continuar a amar-me amanhã de manhã?
- Sempre meu amor...
(beijam-se)
terça-feira, 19 de abril de 2011
parte de mim
Não sei como fazes para o conseguir, mas consegues que vá dormir todos os dias a pensar em ti. E de manhã, quando me levanto, não te consigo tirar da cabeça. É como se fizesses parte de mim, do meu corpo. Todos os dias me levanto cedo e corro para o espelho: mais uma borbulha aqui e ali, os cabelos despenteados… Mas fixo um ponto no meu reflexo em que te consigo ver. Vejo-te ali, com o mesmo olhar que me fizeste naquela tarde de Julho, sentado naquele banco. E perco-me nessa imagem por minutos… Até que por fim desperto e a imagem desaparece também. Visto-me para ir apanhar o autocarro e tento não me atrasar. Estou contigo todos os dias e sinto-te tão distante. Sinto a tua falta. Ah, não te esqueças que te amo!
saudades...
Sabes? Sinto saudades tuas! E, infelizmente, por mais tempo que passe, eu não consigo deixar de gostar de ti. Sinto saudades dos teus abraços carinhosos e bem apertados, dos teus beijos únicos, da tua voz, do teu cheiro maravilhoso, do teu toque ternurento, do teu respirar, do teu cabelo, dos teus olhos esverdeados e brilhantes, de quando me dizias o quanto me amavas. Sinto saudades tuas, do quão perfeito eras para mim, saudades que nem eu consigo perceber. Saudades de quando me davas dores de cabeça e dos ciúmes que me provocavas. Tenho saudades de tudo em ti! Ah, que saudades… Gostava de, um dia, voltar a estar bem contigo e sentir que me amas, tal como eu te amo. Estou à tua espera, procura-me…
segunda-feira, 18 de abril de 2011
o arco-íris depois da tempestade
E hoje, depois de tanto tempo, tudo começa a fazer sentido. A chuva é molhada, o sol é quente, o gelo é frio, as rosas são vermelhas… Tudo tem uma maneira de ser e tudo tem a sua função. Então porque é que tu tens que ser diferente de tudo o resto? Misterioso, inconstante, estranho, sádico, mentiroso mas engraçado, querido, simpático e carinhoso ao mesmo tempo? Porque é que eu gosto de ti assim? Porque é que eu tinha que gostar logo de ti? Que já tanto me fez sofrer, chorar, gritar de raiva até não poder mais, mas, por outro lado, que me fez sorrir e me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo. Com tudo isto apenas consigo agradecer porque me ajudaste a crescer e me ensinaste a ver o mundo de outra maneira. Deixei de ser tão ingénua e certinha e passei a ser mais atenta a tudo o que me rodeia. Com isso aprendi a ver e a compreender todos os lados das situações, tanto os positivos como os negativos. Só quero dizer ‘OBRIGADA’ por isto tudo, mas, (sim, porque tudo tem um mas) apesar de me ter ajudado, também me prejudicou noutros aspectos: fez de mim uma pessoa mais fria, desconfiada, triste. Apagou-se a luzinha que me tornava especial e diferente de todas as outras pessoas, mas essa luzinha, aquela que apagaste sem teres reparado, está à espera de alguém especial que, um dia, lhe dê forças suficientes para se acender novamente e mostrar a tudo e todos que sou eu. Que estou de volta! De volta com as brincadeiras, as palavras amigas e sinceras, os sorrisos naturais, os olhares calmos e felizes. De volta com a alegria e com a grande vontade de aproveitar cada segundo da vida como se fosse o último! De volta comigo mesma, mas todos os dias um pouco diferente.
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